Segurança Cibernética

 

A prática de crimes virtuais ainda é muito comum justamente pela ilusão que o computador não poderá revelar a identidade dos evolvidos, além disso, muitos acreditam que a punição ainda é muito branda, ou mesmo inexistente. Os usuários, por sua vez, ainda estão despreparados para reconhecer possíveis tentativas de fraudes, e assim acabam caindo em algum golpe. Por fim, por não saberem de seus direitos, acabam ficando calados perante os crimes praticados. Em quais locais ocorrem os crimes mais comuns: Aplicativos maliciosos: Com a consagração dos smartphones, vários aplicativos são desenvolvidos especialmente para o roubo de dados em celulares; Lojas virtuais falsas: As compras realizadas através da internet estão cada vez maiores, em virtude disso, muitos criminosos do ramo acabam criando ofertas falsas, com preços tentadores de produtos que costumam ser o sonho de consumo de muita gente. Então, cuidado, antes de se render a uma grande oferta, certifique-se que não se trata de um golpe.

 

A prática dos crimes nas redes sociais para quem imagina que está imune a qualquer crime virtual, ou que esse tipo de modalidade de ato só acontece com pessoas altamente despreparadas, saiba que você pode estar enganado. Ao clicar em qualquer link malicioso, ou mesmo dispor muitas informações pessoais nas redes sociais você poderá se tornar mais uma vítima de tais crimes.

 

O mundo está avançando perigosamente para uma distopia transnacional em que os dados privados dos indivíduos são coletados e utilizados sistematicamente para o controle global. O crescimento do mercado de segurança produziu bancos de dados muito precisos no combate ao crime, mas também, bastante úteis para controlar as dissidências políticas, colocando em risco direitos e liberdades civis. Este assunto não é tratado na mídia pois envolve a segurança nacional, e é encoberto pelo sigilo dos agentes institucionais, pela complexidade do processo e pela escala desproporcional de seus efeitos. Se os Estados se fundem com a internet, e o futuro do planeta se confunde com o futuro da internet, é preciso redefinirmos as relações de forças, sob a ameaça de que o ciberespaço da internet se funda com a humanidade globalizada em uma terrível ferramenta de vigilância para o controle das massas.

 

Como a internet se tornou uma ameaça à civilização humana?  

A internet se transformou no mais perigoso facilitador de totalitarismos, quando o desenvolvimento das tecnologias de armazenamento levou os órgãos de segurança a fazerem monitoramento massivo das redes de comunicação, muitas vezes com autorização dos governos. O interesse das populações em uma maior transparência nos sistemas de vigilância precisa ser alinhado com estratégias técnicas baseadas em criptografia, para contornar os mecanismos de inteligência de governos e de empresas.  

 

Cypherpunks e criptopunks exerceram o seu papel na construção de um futuro mais justo e humano, fortalecendo o movimento global pelo código aberto de distribuição livre, o que é muito importante. O livre acesso aos códigos-fonte dos sistemas nos quais nossa vida se baseia justifica a importância do software livre e também do hardware livre, sendo capaz de multiplicar nossas liberdades de fazer planos sustentáveis e melhorar os sistemas que usamos, além de verificar se realmente são eficazes. 

 

Nossa liberdade passa pelo conhecimento desses sistemas uma vez que, quando não os entendemos, somos obrigados a nos submeter à autoridade de um especialista, de uma pessoa que os entende ou que pode controlá-los mesmo sem ter conhecimento sobre a essência da coisa: é por isso que vemos tantos estímulos à ciberguerra, quando as autoridades em assuntos de guerra começam a falar sobre tecnologia como se a entendessem. Fala-se muito na ciberguerra mas pouco se fala sobre a ciberpaz.

 

Há uma ampla militarização da vida cotidiana desde que a internet, que deveria ser um espaço civil,
se torna cada vez mais uma arma de controle, de confinamento dos sujeitos em um sistema fechado,
ainda que o ciberespaço seja um espaço nosso e o que utilizamos para comunicar uns com os outros.

 

“Transparência para os governos e privacidade para os indivíduos.”  

A utilização de criptografia pode instituir novos meios para fiscalizar e cobrar os agentes do Estado, bem como para informar e combater a opressão praticada pelas grandes corporações internacionais. Sem tradução pelo jornalismo brasileiro, os chamados whistleblowers se referem aos denunciantes, a agentes organizacionais, empresariais, governamentais que rompem com as opressões do sistema, arriscando-se ao denunciar publicamente um problema e ao fazerem circular certas informações que “querem ser livres”, desde que exprimem toda uma urgência da situação que exige ser comunicada.  

 

A criptografia ajuda às fontes internas das organizações a liberarem de forma anônima informações sobre indícios de corrupção e violações de direitos, em governos e empresas, sem temer a repressão. Trata-se de proteger as liberdades civis individuais, a soberania e a independência de países inteiros: ela serve no combate à tirania do Estado sobre os indivíduos, e à tirania do Império sobre a colônia, tendo a solidariedade entre os grupos com causa em comum, em um projeto de emancipação global.

 

A Web Contra o Terror (WCT) oferece serviços em Segurança Preventiva e Corretiva de Computadores Pessoais e Coorporativos, Implantação e Segurança de Redes de Computadores.

 

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